Av. Infante D. Henrique

(20110207A)
(Publicado a 07 de Fevereiro de 2011 e actualizado a 14 de Março de 2011)

No dia 03 de Fevereiro, o Núcleo do Porto da Quercus recebeu mais uma denúncia, via Facebook, que acusava o abate “indiscriminado de árvores de grande porte” na Avenida Infante D. Henrique, em Vila nova de Gaia, feito pelo “Parque Biológico de Vila Nova de Gaia sob ordens da vereadora do ambiente de Vila Nova de Gaia.”.

O interessado referiu várias vezes as “consequências dramáticas” desta intervenção “para a qualidade de vida e bem estar” da comunidade local e do seu agregado familiar.

Já num segundo email, o interessado referiu que, segundo a Engenheira Maria Domingues, do Parque Biológico de Gaia, a decisão de abate havia sido tomada por questões de segurança e que seriam rapidamente substituídas por outras espécies mais seguras e apropriadas ao espaço envolvente.

Já em resposta ao Núcleo do Porto, o Parque Biológico de Gaia confirmou que “foram abatidos alguns Choupos (rolados, no passado) e feita a redução de copa dos Plátanos”.

    Realmente, o interessado insistiu no facto de este problema vir já de 2009 (mais precisamente no dia 1/10/2009 e 6/10/2009 – FOTOS), onde foi feita uma redução radical de copas, pela empresa Planeta das Árvores, que pode ter aberto “caminho à desculpa agora apresentada para o risco que árvores eventualmente viriam a apresentar no futuro”. O mesmo afirmou que os responsáveis pelo abate das árvores lhe explicaram “que depois das podas a que tinham sido sujeitas as árvores iam começar rapidamente a sofrer danos estruturais causados por fungos”.

Ainda segundo o Parque Biológico de Gaia, em resposta ao Núcleo do Porto, a razão de tal intervenção prende-se com a “má escolha da espécie, aquando da plantação, há cerca de 25 anos. O excessivo volume de copa dos Plátanos estava a causar graves prejuízos aos prédios, pelo que a Administração do Condomínio vinha requerendo esta intervenção. Os Choupos, por terem sido rolados no passado e apresentarem codominâncias, ofereciam risco.”

    Informação que parece ser posta em causa pelo interessado, que afirma ser “o condómino com maior percentagem de fracções”. Este contrapôs o facto de o condomínio propriamente dito não ter pedido oficialmente o abate.

O Parque Biológico de Gaia acabou por não confirmar a existência de documentos (diagnóstico ou relatório) que comprovem efectivamente o risco que estas árvores ofereciam, optando por simplesmente afirmar que a “avaliação de risco é feita pelos nossos técnicos, habilitados para o efeito”.

O Parque Biológico realçou que “em articulação com a Administração do Condomínio, irão ser plantadas árvores de espécie adequada”.

Por fim, concluiu que “esta intervenção, como outras do género, enquadra-se na responsabilidade civil e criminal que o Município têm no que diz respeito à manutenção da arvoredo público.”

Posição do Núcleo Regional do Porto da Quercus

O Núcleo do Porto lamenta apenas o impacto negativo que a anterior má gestão dos espaços verdes em Gaia está a ter na qualidade de vida actual dos moradores desta cidade.

As fotos não foram conclusivas, ficando a incerteza do eventual risco que, segundo o Parque Biológico de Gaia, os Choupos ofereciam.

Em todo o caso, agradecemos o convite para uma reunião, que o Parque Biológico de Gaia nos ofereceu, que tivemos que declinar por motivos de indisponibilidade.

Fotografias:

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