Intervenção da Parque Escolar no arvoredo das Escolas

A 30 de Janeiro de 2011 o JN publicou uma notícia (LINK) que referia a poda radical de árvores na EB 2,3 e Secundária do Cerco, no Porto (ver fotos em baixo).

Antes e Depois Fotos de João Serro

Em consequência, o Núcleo do Porto da Quercus enviou um email não só para a Direcção da Escola, bem como para a Parque Escolar, com os quais teve mais tarde a oportunidade de se reunir e abordar este entre outros assuntos.

Alguns pontos abordados na reunião:

1. Podas radicais na escola do Cerco
1.1. A Parque Escolar admitiu que as mutilações ou podas radicais da escola do Cerco foram um erro.
1.2. A Parque Escolar fez um esforço para preservar aquela árvore, bem como a Escola. No entanto, esta referiu que as folhas e “resíduos” da árvore entupiam as drenagens, causando inundações significativas na escola (foram mostradas fotografias comprovativas disto) e exigiu que se podasse a árvore.
1.3. Embora tivessem contratado uma empresa especializada (Jardins Acúrcio) para fazer a poda e embora tivessem monitorizado a poda, ficaram muito surpreendidos e frustrados com o resultado final.
1.4. A Parque Escolar e a Escola (director Manuel António Oliveira) dizem que foi um erro, que vão fazer mais esforços no sentido de monitorizar estas operações e que vão tentar compensar com o plantio de mais árvores.
1.5. Em resposta à crítica do Núcleo, de que não deveriam culpar a árvore pelas inundações mas sim soluções construtivas, a Parque Escolar ainda referiu que a arquitectura de “cobertura invertida” não foi a mais feliz para aquela situação (desculpando-se e culpando o arquitecto que a concebeu).

2. No caso das árvores da Escola de Arouca, apesar de ainda estarem numa fase de avaliação das alternativas para evitar o abate de algumas árvores nesta escola, o empreiteiro abateu-as árvores à revelia de vários procedimentos da parque escolar.

3. Caso das árvores da Escola Carolina Michaelis
3.1. Aqui foram abatidas muitas árvores, entre as quais várias que garantiram que seriam mantidas.
3.2. Mais uma vez se desculparam, com a justificação de que houve uma avaliação deficiente da possibilidade de manter essas árvores e o pavilhão que foi construído obrigou o seu abate.

4. Aumento do espaço construído
4.1. A Parque Escolar referiu que está a aumentar o espaço construído sem haver aumento de alunos, porque lhes foi pedido pelo governo para preparem as escolas para turnos de dia inteiro – para os alunos poderem ficar o dia inteiro na escola, quando antes ficavam menos tempo.
4.2. Também confirmou que as próprias escolas exigem pavilhões fechados (algo que a Parque Escolar afirmou ter renunciado nesta 2ª fase – fazendo apenas coberturas).

5. Futuras Alterações
5.1. A Parque Escolar afirma estar a diminuir a área pavimentada das escolas e a usar pavimentos permeáveis – cimento poroso.
5.2. Referiram ainda que estão a plantar mais árvores do que as que abatem – embora admitam que o valor/importância de uma árvore com 5 anos versus o de uma árvore com 50 anos, seja consideravelmente inferior.

 

Resposta oficial da Parque Escolar sobre este assunto (LINK)

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Mais casos de más podas da empresa que podou as árvores na Escola do Cerco, Jardins Acúrcio:
– http://dias-sem-arvores.blogspot.com/2006_02_01_archive.html

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