Problemas fitossanitários

São muitas as doenças que atacam as árvores. Particularmente conhecido e grave é o caso dos Plátanos, na sua maioria  por fungos que desencadeiam uma doença denominada “Antracnose do plátano” e “Cancro do plátano”, provocada por um fungo (Apiognomonia veneta).

No caso dos Choupos, o “Cancro do choupo”, obriga ao “abate das árvores doentes (obrigatória em França por decreto de 1951)” (Emmanuel Michau, do Instituto Francês de Desenvolvimento Florestal, no seu livro “A poda das árvores ornamentais”).

Poderemos citar, ainda, o caso das Rosáceas (Sorbeiras, Macieiras, Espinheiros, Cerejeiras, etc.) que correm sérios riscos devido a uma bactéria (Erwinia amylovora) que se começou a expandir na Europa pelos anos 70 e pode vir a tornar‐se uma calamidade. Embora Portugal ainda esteja ao abrigo desta doença (Decreto‐Lei nº 127, de 1/6/94), a sua declaração e a eliminação das árvores atacadas é já obrigatória em muitos países.

Toda a prevenção é pouca, para que não aconteça o que está a acontecer em Portugal com os Ulmeiros, como consequência da “Grafiose”, provocada por um insecto vector (Scolytus spp.) e um fungo (Ceratocystis ulmi) que já matou grande parte das árvores deste género; nesta, como noutras doenças, dezenas de anos de podas desnecessárias, ou, mal feitas, são responsáveis pela sua expansão.

No caso, particularmente grave, do “Cancro do plátano”, “…aconselha‐se actualmente a eliminação completa das árvores atacadas, raízes incluídas, bem como das suas vizinhas. Embora penosa de suportar, esta solução é a única válida no actual estado de conhecimentos e no interesse da protecção das plátanos contra essa doença fatal.” (autor citado).